domingo, 20 de janeiro de 2008

Marvel vs DC

aviso: quem não leu Guerra Civil ou Watchmen está desaconselhado a ler isto.



Civil War chega ao fim aqui no Brasil, e com isso, posso após ter lido a saga (quero dizer, apenas as especiais, ja que não cago dinheiro pra comprar tudo da Marvel e, tenho outras prióris) posso explanar sobre algo que me veio assim que bati os olhos sobre as idéias de Mark Millar.

Encontramos em Guerra civil um desastre transmitido para todo o mundo (Marvel) ver por um reality show de supers, que ao tentarem prender vilões escondidos acabam explodindo no combate uma escola, resultando num catastrófico número de vitimas e mortos. Como o próprio título da saga traz (Guerra civil, não ultra guerra ou guerra supers), o quadrinho procurou estar mais voltado para a realidade, e nao o extremo da fantasia (como as series japonesas, onde todo episódio a cidade é destruida por monstros e, no outro episódio a cidade tá nova, não há mortes civis e ninguem acha aquilo ruim), ou seja, a população abalada com o acontecimento sente-se ameaçada pelo descontrole da lei sobre os heróis. Eles reagem, e isso resulta um movimento de um gurpo de heróis, aliados ao governo, de cadastro e submissão dos hérois para com o Estado. Muitos aceitam. Muitos não. O que resulta em uma guerra entres estes, os prós vs os contra.

Hummmm...
Isso me lembra algo. O que?

Watchmen. Só que esta maravilha dos quadrinhos vive um pós confronto. Nela não é abordado a "Guerra civil", é apenas notificado o fato do cadastro.

Então deixando as tramas de lado e olhando apenas o aspecto político dessas histórias (dentro delas). Guerra civil de Millar pra mim (quando me deparei com a saga) encaixava-se muito bem como um pré Watchmen. Como teria sido a transformaçam do super-herói num trabalho remunerado, com carteirinha e cadastro, excluindo quem se negasse ao banditismo.
Assumo que é um pensamento deveras inocente, por que a marvel (editora de Guerra civil) lançaria um serie pré Watchmen, de sua arquirival DC? Ainda bem que pra escrever algo, eu esperei a saga acabar e, ai que surge do meu ponto de vista, um leve, mas doloroso, tapa de luva.

Na versão de Moore (a da DC), não há uma guerra (entre heróis). O cadastramento é feito devido a grave de policiais, que se alastra para um caos civil. Então heróis se cadastram e passam a trabalhar para o governo, outros se aposentam e um fica na ilegalida, sendo perseguido, mas nao ferrenhamente. O que acontece, a historia se passa num futuro pós cadastramento, como ja foi dito, num mundo negro, temeroso, cheio de ódio, deprimente, aparentemente resultado da falta da magia mascarada. Com o controle sobre os heróis (cadastrados) e repulso aos bandidos (não cadastrados), o homem perde a fé nos seres superiores a eles (os antigos herois), vendo na falta de esperança o fim do mundo.

Já a saga de cadastro super-humano da Marvel acaba bem. O lado que era contra o cadastro percebe que estava errado e astia bandeira branca (pelo menos a maioria e o grande lider), dando fim a brutal guerra e, abrindo alas para um lindo e esperançoso futuro no mundo dos heróis deste universo.

Ou seja, qual é a mensagem subliminar lançada pela Marvel, a meu ver. O que resulta num quase fim de mundo, o cadastramento dos heróis na DC, não necessariamente é assim no maravilhoso universo Marvel comics. Em outras, onde a DC não vê futuro, a Marvel vê. O mundo Marvel é melhor e mais bonito pra você. O que não deu certo na DC vai dar na Marvel. Acho que já deu pra entender.

Porque vejo isso. Alan Moore dá um mega passo histórico no mundo dos quadrinhos ao escrever Watchmen, não importa se fosse lançado por DC ou Marvel. Mas (do meu ponto de vista, felizmente) foi lançado pela DC. A falta de uma obra com essa importancia deve ser uma puta unha encravada para a Marvel, por isso, acho que chamaram Mark Millar (o escritor mais capaz ali dentro pra escrever tal saga, támbem porque vinha de uma de uma série de arcos envolvendo política e supers (Supremos) e é pop (o que venderia)) para escrever uma saga envolvendo todo o universo Marvel, encaixando-os na situação em que os herois de Watchmen se encaixaram um dia, mas dando um futuro mais brilhante a este fiapo de historia, "o cadatramento dos supers".

Watchmen é uma mini-série fechada, com fim, que não influencia no universo dos heróis da DC. Já Civil War é uma mini-série com fim mas continuidade dentro do universo marvel. O que vai acontecer no mundo dos heróis Marvel depois do cadastro eu não sei, isso tudo que argumentei aqui é em cima da série (da revista nº1 a nº7, onde termina o evento, a série, o arco). Tmabem não questiono o trabalho dos dois escritores, nem a importancia (o que não é preciso) ou a qualidade das obras. O que escrevo aqui é só uma teoria de conspiração, do meu ponto de vista plausivel (claro, saio da minha cabeça), da Marvel para com a DC. Isso pode ser apenas esquizofrênia, já que boa parte dos meus pensamentos úteis e inúteis são voltados para o mundo dos quadrinhos.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Gullivera

Viagens de Gulliver trata da historia de um médico ("cansado da vida monótona") que passa a viajar em navios como responsavel pela saúde dentro destes. Por motivos variados o doutor sempre acaba em terras estranhas, o que parece acabar virando um vicio, já que, a cada viajem este retorna a inglaterra e sempre aceita outra viagem a barco, mesmo fadado a ir parar em lugaraes fantasiosos. Esta é a obra de inspiraçao de Milo Manara, obra aberta a várias interpretações, desde política a infantil, motivo: sua grandiosidade.
Gullivera,versão feminina, feita para satirização , e tambem, não por menos (falando de Manara) ao erotismo. A personagem viaja parte da cruzada do personagem original em um cruzeiro único e, diferente do livro, atemporal. Manara oborda de forma simples parte da trama do livro, mudando algumas coisas (devido ao sua filosofia e humor), como por exemplo a paisagem de uma "mulher montanha", as intrigasa entre mulheres, do abuso machista da força à ridicularição da ambição masculina, como tambem o ócio "doentio" de madames.
Qadrinhisticamente falando, Manara comete alguns erros. Quando num caso a personagem expressa uma afirmativa que não coincide com o desenho (exemplo meu: "Nossa como minha bunda coça!" enquanto no desenho coço minha batata).
Ele utiliza falas simplistas, parecendo com os quadrinhos antigos, onde o desenho mostra pelo que o personagem passa, o que ele vai fazer e ainda assim tudo isso é explicado nos balões (tanto os motivos quanto as ações) parecendo lidar com criaturas pequenas (que não é o publico alvo dele) ou de dificil raciocínio, sem contar o posicionamento indevido ou "impensado" de alguns balões dentro de certos quadros.
Quanto a diagramação, simples. Salvando quadros de pagina inteira contemplativos (nada mais lógico e necessário devido a arte deste), mesmo que alguns destes sejam maculados por alguns balões (já sitado acima)(não todos) de pura inutilidade.
Em termos de quadrinização (montagem total das páginas para melhor transmição da história), sinto a falta de alguns quadros para melhor absorção da evolução de algumas ações.
De arte impecável, Gullivera evoca como todas as mulheres de Milo um colirio afrodisíaco para todos os olhos que às veêm, apesarda estória em si não ser excitante eroticamente.
Mas Manara é Manara, e é graças a esse culto pop a ele que a HQ erótica, se não adulta, ganhou mais espaço nesse mundo pecador de confecionários.





Ian Abé

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

QUADRINHOS

"A aquisição exige menos do que o texto porque as imagens são fornecidas. A qualidade da narrativa depende da disposição de textos e imagens. Espera-se que o leitor participe. Ler imagem requer experiência e permite a aquisição no ritmo do observador. O leitor deve fornecer internamente o som e a ação das imagens."

EISNER,Will. Narratives gráficas. São Paulo, Devir. 2005. pag.73.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

boa virada de ano aos que me visitaram











pin-up

Produto da industria cultural, pin-up é uma imagem, desenhada ou fotografada, de uma mulher atraente que, por meio de sua expressão e de sua atitude, consegue atrair a atenção do público masculino. É necessário, porém, que essa mulher tenha sido desenhada ou fotografada com a finalidae única de causar estimulação erótica àquele que a veja, sendo indispensável que seu desenho ou fotografia seja impresso e tenha uma ampla distribuição.


LUCCHETTI. Marco Aurélio. As sedutoras do quadrinho. São Paulo, Editora opera graphica.





domingo, 30 de dezembro de 2007

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

HARD-BOILED

DASHIELL HAMMETT

clique para ver esta imagem melhor



Samuel Dashiell Hammett
Nasceu em Baltimore em 1894 em uma família plantadora de tabaco.
Aos 14 anos abandona a escola para ir trabalhar na ferrovia. Inconformista, sincero e insubordinado, este trocou de emprego, como fumante com cigarro, motivado tambem pelo tédio.


Em 1915 responde a um anúncio que procurava candidatos de "ampla experiência de trabalho e disponibilidade para viajar e reagir em todas as situações" sem especificar ao que de fato se tratava.
Descobre ele quando se encontra no escritório Baltimore da Agência de Detetives Pinkerton, onde trabalha sete fragmentados anos devido ao alistamento e a descoberta de tuberculose. Em uma de suas internações encanta-se por uma enfermeira, a qual engravida e casa-se.
Em 1922 abandona de vez a Pinkerton, de
vido ao pulmao extremamente fragilizado e ingressa em uma escola de secretariado, para tentar profissionalizar-se na escrita, ja que havia recebido tantos elogios por seus relatórios. Inicia sua vida literária vendendo algumas coisas para The Smart Set e para uma nova pulp, The Black Mask.
Após isso Hammett crescera, ganhando renome a ponto de ter uma obra adaptada para cinema O falcão maltês, primeiro de muitos, exigente e imperativo Dashiell penetra Hollywood para vigiar as filmagens e se instala, sendo tao bem aceita ao ponto de ser apelidado de "Príncipe Encantado de Hollywood". A essa época ja estava separado de sua família e enamorado da escritora iniciante Lillian Hellman. COm quem desbravou outros horizontes, a exemplo do teatro.
O tempo passou e Hammett perdeu a crença na sociedade, na lei e no comprimento da justiça. Ele em 1951 é sentenciado por desacato por ter se negado a entregar nomes a um juíz em Nova York. Passou cinco meses na prisão, de onde sai sem alegria para seus ultimos anos de vida. "Doente e frágil, na lista negra como um pária político, incapaz de escrever e acossado pela receita por causa de impostos de renda sobre dinheiro que não ganhava mais, Samuell Dashiell Hammett morreu de cancer de pulmão em 1961, aos sessenta e seis anos de idade".



"Ele tirou o assassinato dos ambientes e o jogou nas vielas"
"Hammett devolveu o assassinato ao tipo de pessoa que os cometem por motivos, não simplesmente para fornecer um cadáver."
Raymond Chandler





O imaginário das histórias de Hammett era baseado nas experiências vividas por seus colegas.


A Agência de Detetives Pinkerton não era uma agência normal, muito pelo contrário, haviam várias cedes espalhadas por várias cidades cobrindo o território americano de leste a oeste.


Ele se achava um fracasso literário. Muitos crítticos considerão Hammett o maior influênte sobre a ficção de mistérios depois de Edgar Allan Poe.



Comentário: Leiam, é foda.