sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

lily

nim minha vida
num há otra formosura
si nom minha musa
de pernas finas
peitos fartos
e genio de argum bicho divino

ela deve de ser de uma daquelas mitologia
das antiguidade
daquele povo que admirava baiacu
e casava com sereia
morria pelo carcanhar
e falava com homi-boi

prela matar na pexeira é herança
cume com farinha tira bucho
suco é aguardente
e amor é bruto
como macho que dirruba boi nos peito
e pinga o suvaco pra diminuir o calor da mulé



jardel souza

3 comentários:

Rennaly disse...

Pra aqueles que não conhecem, Jardel Souza é da doutrina estóica da boemia. Ou “boêmia”, como diziam os antigos. Notívago, como todo bom boêmio, com letras tão bonitas e oportunas (daquelas que lhe deixam enfeitiçadas), mas as vezes pungentes ...ele que cria poesia com mais sentimento. É o homem do sorriso conquistador, daquele que ronda os botecos, onde outrora sempre penduravam porres homéricos, transformando as noites em uma peregrinação etílica.
Enfim,como diria Lupicínio Rodrigues, boemios que “saibam que deixam o céu por ser escuro e vão ao inferno à procura de luz”.

Tirando-lhe a razão, lembra da amada que o roubou a liberdade e enche-se de saudade.
Languido, mas pedante,ama a vida e tudo que a ela pertence, bem mais que um reles amante.

E o q foi dito?! Eu endosso td que foi dito a respeito dessa tal de Lily...

Rennaly disse...

Ah..o que ele não sabe é que a tal musa, essa mesmo! morre de saudades dele( recordação suave e melancolica de pessoa ausente ou coisa distante, que se deseja voltar a ver ou possuir...no caso possuir e ver ao mesmo tempo! vcs entendem neah?!)...
pois bem, e cada dia q passa o seu ar diminui e o sufoco almenta!
isso msm...rezem pra q ela resista e esteja viva ate então!

tandaaaan

I.A. disse...

este quem escreve, exercita seu folego a distancia gastando neoronios dentro de uma piscina semi-olimpica para poder regressar ao encontro de seu par.